
Trocar a água do aquário é provavelmente a atividade mais trabalhosa para o aquarista, mas isso livra o aquário do crescimento das algas e de peixes doentes. É impossível dizer exatamente quando e quanto, mas por regra geral deve-se trocar a água pelo menos duas ou três vezes por mês de modo a repor elementos essenciais para não haver deficiência para as plantas aquáticas. Algumas vezes as pessoas comentam que seus peixes morrem com trocas freqüentes de água, isto quase sempre ocorre por que a água não é trocada há muito tempo e os peixes são afetados pelo choque de pH [a água antiga torna-se ácida] ou por uma redução repentina na quantidade de bactérias no filtro [especialmente se a limpeza do filtro for feita no mesmo momento, sempre uma má idéia], de forma que o pH altera-se rapidamente. O truque é trocar a água em pequenas quantidades e lentamente. Uma dica útil é guardar a água em um tanque separado, por cerca de 24 horas usando-se um aerador com uma pedra porosa e depois usa-la na troca da água velha do seu aquário, ao usar este método, a aeração, irá dissipar a perigosa clorina que normalmente existe na água da rede. Como pode ser visto em alguns tanques no AQUA JOURNAL, para algumas montagens as trocas de água são diárias.
CUIDADOS NO INVERNO E NO VERÃO
As plantas podem não se sentir tão confortáveis como nós durante as temperaturas altas do verão, visto que elas são mais sensíveis a temperatura do que nós. O aquário deve ser mantido em uma sala com ar condicionado permanente ou então refrigerado por coolers. A temperatura ideal para a maioria das plantas aquáticas fica em torno de 28ºC, e elas suportam temperaturas até 31 ou 32ºC por um curto período. A água é geralmente dois graus mais fria que a temperatura ambiente, logo esta deve ficar em torno de 30ºC. Claro que a iluminação deve ser levada em conta também. Um ventilador no aquário irá baixar a temperatura em alguns graus. Alguns aquarista usam bolsas de gelo no aquário para baixar a temperatura, no entanto, esta não é uma boa idéia visto que a temperatura do aquário ficará em uma flutuação constante, causando mais mal do que bem.
Uma maneira mais trabalhosa, porém mais efetiva para baixar a temperatura é trocar de 70% a 80% de água. As clorinas são menos solúveis durante o verão quando a água está morna, assim mesmo trocas de grandes volumes de água não levam ao envenenamento do cloro (*). Trocas freqüentes irão promover o crescimento dos meses de verão, época normal de estagnação. Esta estagnação é natural, mas equivocadamente leva a uma maior adição de fertilizantes.
As plantas aquáticas dão o melhor de si no inverno. Não há nenhum tratamento especial para se preocupar, mas alguma forma de aquecimento é necessária a menos que haja um controle climático. Um aquecedor simples e um sistema de termostato são facilmente instalados, mas o aquecedor deve ter uma capacidade menor que a do termostato. Por exemplo, se a capacidade do termostato é 300W, o aquecedor teoricamente deve ter um limite em torno de 250W. Termostatos em razão da sua potência freqüentemente usam mais eletricidade, então deve haver uma margem de segurança.
Muitos aquecedores não afetam o fundo do aquário o bastante, e as raízes podem sofrer danos. Isto é especialmente um problema em aquários mantidos em lugares frios onde o termostato está sempre ligado. Uma forma de prevenir-se contra a perda de calor é usar isopor para revestir a base do aquário em toda a sua volta. As placas de aquecimento para o substrato, como as produzidas pela ADA, são outra opção. Placas de aquecimento têm a vantagem de promover o aquecimento através e para foram do substrato. É importante que aquecedores de fundo tenham termostatos para que não haja superaquecimento e queime as raízes.
A quantidade de clorinas na água fria é grande, então trocas de água devem ser menos freqüentes no inverno. Quando a água é aquecida em uma garrafa, minúsculas bolhas de clorina são formadas estas bolhas vão aderir às guelras dos peixes e causar-lhes sérios danos. A água deve ser trocada lentamente e deve ser aerada de forma que toda a clorina seja eliminada na forma de gás.
(*) Atenção: No Brasil as altas concentrações de cloro tornam inviável este método
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